Sobre

O Laboratório de Qualidade do Leite (LQL) foi instalado na sede da Embrapa Gado de Leite em dezembro de 1997 com apoio de recursos financeiros do Banco Mundial, por meio do Programa de Modernização da Agropecuária – PROMOAGRO. Efetivamente, as atividades do LQL iniciaram-se em março de 1998.

Atualmente, o LQL integra a Rede Brasileira de Laboratórios de Controle de Qualidade de Leite (RBQL), criada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Possui acreditação pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro de acordo com a norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, sob o número CRL 1175 e presta serviços de análises de amostras de leite cru para clientes internos e também externos: indústrias, cooperativas e produtores rurais.


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L

Análise de Leite

Serviços de análise de amostras de leite cru para quantificação de gordura, proteína, lactose, sólidos totais, ureia, caseína, contagem de células somáticas (CCS) e contagem total de bactérias (CTB).

Q

Capacitação

Capacitação em procedimentos de coleta e transporte de amostras de leite cru para análise, cosiderando a instrução normativa 62 e em produção de leite com qualidade.

L

Logística de Amostras

Serviço de logística de recebimento de amostras de leite. Transporte em refrigerado, monitorado por GPS, com a temperatura adequada. Temos rotas diferentes que atendem diversas regiões.

 

 

Serviços    

Serviços prestados pelo Laboratório de Qualidade do Leite para indústrias, cooperativas e produtores rurais















 

 

Análises Químicas - Composição do Leite

Determinação da composição centesimal do leite (g/100g) : Gordura , Proteína, Lactose, Extrato Seco Total, Extrato Seco Desengordurado (g/100g).

Algumas das alterações na composição centesimal do leite (CCL) podem estar associadas a fatores como o nível de produção, período de lactação, genética, clima, estação do ano, composição da dieta, sanidade e metabolismo animal. O monitoramento e estudo dos resultados da CCL podem ser empregados como ferramentas de diagnóstico da qualidade nutricional do rebanho e indicadora de distúrbios metabólicos.

MÉTODO ANÁLITICO UTILIZADO: Espectrometria de absorção no infravermelho médio - MID (ISO -9622 -IDF -141).

Ensaios acreditados no escopo da norma ABNT NBR ISO/IEC 17025 (CRL 1.175).

Análises Microbiológicas

Determinação das contagens de células somáticas (CCS) e total de bactérias (CTB).

  • CTB: CONTAGEM TOTAL DE BACTÉRIAS (UFC/mL). É a contagem do número de bactérias presentes em uma amostra de leite.
  • CCS: CONTAGEM DE CÉLULAS SÓMATICAS (CS/mL). É um indicativo de sanidade da glândula mamária, na qual são mensuradas as quantidades de células de defesa (glóbulos brancos) e de células de descamação.

MÉTODO ANÁLITICO UTILIZADO: Citometria de fluxo (ISO 13366-2-IDF-148-2 para CCS e ISO 16297- IDF-161 para CTB).

Ensaios acreditados no escopo da norma ABNT NBR ISO/IEC 17025 (CRL 1175).

Análises Químicas - Nitrogênio Uréico e Caseína

Determinação dos níveis de Caseína (g/100g) e de Nitrogênio Uréico no leite (MUN do inglês milk urea nitrogen) (mg/dL).

O nitrogênio uréico pode ser uma importante ferramenta na determinação da adequação da nutrição protéica de vacas em lactação.

MÉTODO ANÁLITICO UTILIZADO: Espectrometria de absorção no infravermelho médio - MID (ISO -9622 -IDF -141).

Capacitação

Capacitação em procedimentos de coleta e transporte de amostras de leite cru para análise e em produção de leite com qualidade considerando a instrução normativa 76 e 77/2018 do Mapa.

Consulte o LQL por telefone ou email para saber sobre a oferta de treinamentos e de serviços de consultoria.

 


Amostragem, Coleta e Transporte do Leite
     

 

 

Documentos

Relação de documentos e orientações técnicas aos clientes do LQL

Gisleite

Gestão informatizada de sistemas de produção de leite


Circular Técnica

Procedimentos para coleta e envio de amostras de leite


Boas práticas

Boas práticas de ordenha para obtenção de leite e queijo de qualidade


Sugestões

Formulário para envio de sugestões para o Laboratório de Qualidade do Leite


Dez Passos

Os dez passos da coleta de leite para envio ao LQL


CILeite

Centro de Inteligência do Leite

 

 

Vídeos

 


Sobre o LQL
Plano de qualificação de fornecedores
Legislação IN 76 e IN 77

Tipos de frasco
Identificação dos frascos
Erros mais comuns

 

 

 

FAQ

Lista das perguntas mais frequentes ao Serviço de Atendimento ao Cliente do LQL (Frequently Asked Questions)



 

 

 

Preparo e Envio de Amostras

Qual o prazo para entrega da amostra após a coleta?

O prazo decorrido entre a coleta das amostras e a chegada no LQL deve ser de no máximo 4 dias (96 horas). Portanto, o ideal é que as amostras sejam enviadas o mais rápido possível.

Qual a temperatura de envio das amostras?

Para não comprometer o resultado das análises a temperatura de chegada das amostras no LQL não deve exceder à 10°C. Para promover uma boa eficiência na refrigeração das amostras, coloque uma camada de gelo reciclável no interior da caixa isotérmica em seguida coloque as amostras, em seguida coloque mais uma camada de gelo reciclável entre as amostras e a tampa da caixa. Por fim sele a caixa com fita adesiva ao longo de toda a junção entre a tampa e a caixa.

As amostras podem ser enviadas congeladas?

Não. Amostras congeladas alteram os valores da CCS e da CTB. As amostras que chegarem congeladas serão descartadas.

Posso enviar gelo em cubos, blocos ou raspas de gelo?

Não. Nestas condições a fusão do gelo faz com que as amostras fiquem em contato direto com o meio aquoso, propensas a contaminação e/ou diluição do leite amostrado. A melhor forma de resfriar as amostras é utilizando gelo reciclável e, caso isto não seja possível, aconselhamos a utilização de garrafas pet com gelo. No caso o resultado não é tão preciso como o que é feito com amostras conservadas em gelo reciclável, porém evita os problemas citados acima.

Qual a quantidade de leite deve ser colocada em cada frasco?

Cada frasco deve conter um volume superior a 2/3 de sua capacidade, caso contrário não haverá volume suficiente para efetuar as análises.

Posso enviar amostras sem etiquetas de código de barras?

Não. As etiquetas são essenciais para identificação do produtor, da amostra e posteriormente dos resultados. Todas as amostras que forem analisadas pelo LQL devem possuir a etiqueta de identificação com código de barras. Estas etiquetas são enviadas juntamente com os frascos requisitados para as análises.
É de suma importância manter um cadastro atualizado, com endereço postal, telefone para contato e e-mail de cada cliente. Sempre que ocorrer mudanças em seu cadastro, favor informar à secretaria do LQL, antes da requisição das etiquetas, pois este cadastro é importante para o envio dos resultados das análises e poderá ser realizado via contato telefônico (32-3311 7456) ou por e-mail (cnpgl.lableite@embrapa.br). Amostras sem etiquetas de código de barras serão descartadas.

Posso enviar amostra com frasco de outro laboratório?

Não. Cada laboratório tem o seu padrão próprio de identificação, sendo que os conservantes são rastreados internamente por cada um, de acordo com o número da partida do produto. Para que sejam analisadas, as amostras de leite devem estar contidas nos frascos fornecidos pelo LQL e nenhum outro frasco será aceito para o acondicionamento das amostras. Os frascos são diferenciados segundo as análises a qual se destinam, da seguinte maneira:

  1. Frascos utilizados nas análises de CTB possuem tampa Azul são esterilizados e condicionados em um envelope plástico. O conservante contido no interior do frasco é o azidiol na forma de pastilha e na cor azul.
  2. Frascos utilizados nas análises de CCS possuem tampa Vermelha. O conservante contido no interior do frasco é o bronopol na forma de pastilha e na cor vermelha.
  3. Frascos utilizados nas análises físico-químicas possuem a tampa Vermelha no seu interior está contida uma pastilha de bronopol na cor avermelhada.

Posso enviar amostras sem conservante?

Não. Todos os frascos fornecidos pelo LQL, já possuem conservantes, sendo que amostras que não acusam a presença dos mesmos serão descartadas. As amostras enviadas para análise de CTB devem possuir como conservante azidiol, o qual confere uma coloração azulada ao leite e age inibindo o crescimento de bactérias. Já no caso das análises físico-químicas, CCS e Composição utiliza-se o bronopol, o qual confere uma cor avermelhada às amostras de leite e age como preservativo das células somáticas.

Quais são as transportadoras que entregam amostras no LQL?

Existem diferentes empresas que fazem este tipo de serviço e variam de acordo com a região de procedência das amostras. Em caso de dúvida, consulte a Secretaria do LQL.

Como coletar amostras de leite para se fazer análise de ureia?

Usando o mesmo procedimento empregado na coleta de amostras para análise de CCS.

Funcionamento do Laboratório

Qual o prazo para o envio de resultados?

Um prazo máximo de 10 (dez) dias após a recepção das amostras no LQL. O relatório será enviado através de um laudo técnico para o responsável pelo cadastro no LQL.

Existe uma “Tabela de Preços” das análises?

Sim, existe uma tabela no LQL cujos valores são atualizados anualmente e, após a atualização, enviados por e-mail para todos os clientes.

Qual o horário de funcionamento do LQL?

O Laboratório funciona de segunda a sexta-feira em horário comercial (de oito às dezessete horas).

Qual o Contato do Financeiro da FADEPE para obter o boleto de pagamento?

O Boleto referente aos serviços prestados é enviado pela FADEPE, no início de cada mês. Qualquer dúvida favor ligar para a FADEPE- telefone: (32) 3231-2120 ou (32) 3231-2250, ramal 258 (FADEPE - Sra. Cintia), ou pelo e-mail: recebimentoembrapa@fadepejf.org.br

Qual o Método analítico utilizado nas análises?

Para cada tipo de análise há um método específico, conforme normas legais.

ESCOPO DE ANÁLISE DE LEITE CRU DO LABORATÓRIO DE QUALIDADE DO LEITE (LQL)
Análises Métodos Analíticos Utilizados Unidades
Composição (incluindo Ureia) Espectometria de absorção no infravermelho médio - MID
(ISO-9622-IDF-141)
g/100g
CCS Citometria de fluxo (ISO-13366-2-IDF-148-2) CS/mL
CTB Citometria de fluxo (ISO 16297-IDF-161) UFC/mL

Unidades utilizadas para reportar os resultados: CS=Células somátivcas por mililitro; UFC=Unidade formadora de colônia por mililitro.

O LQL Faz antibiograma? Onde fazer?

Não, atualmente o LQL da Embrapa Gado de Leite não faz esse tipo de análise. Consulte laboratórios particulares como, na internet.

Quando haverá novos cursos de qualidade do leite, como era antes?

O calendário com as datas dos cursos está sendo definido e tão logo haja uma decisão quanto às datas dos cursos enviaremos para todos os clientes.

Interpretação de Resultados

O que fazer quando o resultado da minha análise de gordura está muito baixa?

Pode acontecer de a coleta da amostra ter sido realizada de forma incorreta. Antes do processamento destas deve ser feita a agitação do leite, por no mínimo 5 minutos seguindo as instruções constantes na circular técnica disponibilizada via e-mail (Circular Técnica 109).
Se for comprovado que a gordura está com teor baixo, é necessário consultar um especialista em nutrição animal para que ele possa rever e ajustar a dieta do rebanho.

O que fazer pois a CCS deu muito alta?

CCS Muito Baixa e Muito alta, pode ter sido que o processo de coleta das amostras foi incorreto. É preciso fazer a agitação do leite antes da amostragem, por no mínimo 5 minutos e seguir as instruções contidas na circular técnica disponibilizada via e-mail (Circular Técnica 109).
CCS alta significa alto índice de mastite subclínica e/ou muitos casos de mastite clínica no rebanho. O que se deve fazer de imediato é controlar esta doença no rebanho. Veja abaixo recomendações importantes para controlar a mastite:

  1. Manejar adequadamente a ordenha - Os ordenhadores devem lavar as mãos com sabão e, se possível, desinfetá-las ao iniciar a ordenha. As vacas devem ser ordenhadas com tetos limpos e secos, pois esta é uma medida importante na obtenção de um leite de qualidade (com baixa CTB e baixa CCS) e reduz ou previne alta incidência de mastite no rebanho.
  2. Cuidar dos equipamentos de ordenha - A limpeza e higiene dos equipamentos de ordenha devem ser feitas diariamente, pois assim, reduz a contaminação dos tetos durante a ordenha, principalmente a contaminação de uma vaca para outra. O equipamento de ordenha deve ser avaliado por técnico especializado, de 6 em 6 meses, para saber como está seu funcionamento, quais as peças precisam ser trocadas, enfim verificar tudo relacionado à manutenção e ao bom funcionamento da ordenhadeira.
  3. Desinfetar os tetos das vacas que estão no leite após a ordenha – Uma das mais importantes medidas para evitar a contaminação dos tetos por bactérias é a desinfecção dos tetos após a ordenha (pós-dipping), sendo esta uma atividade essencial para o controle da mastite contagiosa. O produto a ser usado deve ser apropriado e trocado diariamente, pois se reaproveitado pode não fazer efeito. Também o frasco que condiciona o produto deve ser próprio para este fim. Nas lojas de produtos para agropecuária tanto o produto quanto o frasco são facilmente encontrados.
  4. Manter as vacas em ambiente limpo no intervalo entre as ordenhas. É comum as vacas se contaminarem quando deitam no curral de espera, antes ou mesmo após a ordenha. Por isto a limpeza e desinfecção deste ambiente ou curral devem ser realizadas com frequência. Tanto a sala de ordenha quanto galpões ou estábulos devem ser arejados, com boa claridade, e possuírem pisos que favoreçam uma boa limpeza, evitando o acúmulo de esterco nestes locais e a presença de moscas.
  5. Fazer tratamento curativo e preventivo da mastite: o tratamento dos casos de mastite clínica deve ser realizado rapidamente com antibiótico específico para o rebanho, visando recuperar o quarto mamário doente e diminuir o desconforto do animal (muitas vezes provocado pela dor). Com a recuperação do quarto doente a qualidade do leite melhora, pois diminui a CCS e a produção leiteira volta ao normal. O tratamento preventivo das vacas secas é importante e indispensável, pois previne novas infecções durante o período seco e cura as infecções existentes.
  6. Descartar as vacas com mastite crônica (de difícil cura) algumas vacas não respondem ao tratamento após várias tentativas, mesmo usando produtos apropriados para o rebanho. Neste caso é indicado o descarte, pois a presença de apenas uma vaca com mastite crônica pode ser a causa de novas infecções para muitas vacas no rebanho.

O que fazer pois a CCS deu muito baixa?

Mantenha o manejo de ordenha, a higienização, o controle e prevenção de mastite como está. CCS baixa sinaliza que as práticas de ordenha, o manejo das vacas antes, durante e após a ordenha estão sendo realizados de forma adequada e que o índice de mastite contagiosa está baixo ou dentro do esperado.

Quais são os limites aceitáveis para CCS,CTB, Gordura, Proteína, Lactose, Estrato Seco Total e Estrato Seco Desengordurado?

Estes limites são definidos de acordo com Normas Legais do MAPA. Atualmente está em vigor a Instrução Normativa N° 62 (29/12/11), Instrução Normativa N° 7 (03/05/16). Para maiores informações acesse o Site do MAPA: www.agricultura.gov.br.

Qual o resultado esperado como normal para a análise de ureia?

Se der resultado de 14 a 16 mg/dl indicam normalidade e valores que se afastam, indicam desequilíbrio nutricional entre N e Energia.

Como diminuir a mastite no rebanho?

O mais importante para controlar e reduzir o índice de mastite é adotar uma série de medidas de prevenção e controle da doença. Estas medidas podem ser aplicadas em todos os rebanhos leiteiros independente do sistema de produção, sendo que muitas delas se aplicam em diversas situações. Podemos citar as principais:

  1. Manejo de ordenha – Antes de iniciar a ordenha os ordenhadores devem lavar as mãos com sabão e, se possível, desinfetá-las. As vacas devem ser ordenhadas com tetos limpos e secos, pois esta é uma medida importante na obtenção de um leite de qualidade (com baixa CTB e baixa CCS) e reduz ou previne alta incidência de mastite no rebanho.
  2. Cuidados com os equipamentos de ordenha - A limpeza e higiene dos equipamentos de ordenha devem ser feitas diariamente, pois assim, reduz a contaminação dos tetos durante a ordenha, principalmente a contaminação de uma vaca para outra. O equipamento de ordenha deve ser avaliado por técnico especializado, de 6 em 6 meses, para saber como está seu funcionamento, quais as peças precisam ser trocadas, enfim verificar tudo relacionado à manutenção e ao bom funcionamento da ordenhadeira.
  3. Desinfecção dos tetos após a ordenha – Uma das mais importantes medidas para evitar a contaminação dos tetos por bactérias é a desinfecção dos tetos após a ordenha (pós-dipping), sendo esta uma atividade essencial para o controle da mastite contagiosa. O produto a ser usado deve ser apropriado e trocado diariamente, pois se reaproveitado pode não fazer efeito. Também o frasco que condiciona o produto deve ser próprio para este fim. Nas lojas de produtos para agropecuária tanto o produto quanto o frasco são facilmente encontrados.
  4. Manutenção das vacas em ambiente limpo no intervalo entre as ordenhas. É comum as vacas se contaminarem quando deitam no curral de espera, antes ou mesmo após a ordenha. Por isto a limpeza e desinfecção deste ambiente ou curral devem ser realizadas com frequência. Tanto a sala de ordenha quanto galpões ou estábulos devem ser arejados, com boa claridade, e possuírem pisos que favoreçam uma boa limpeza, evitando o acúmulo de esterco nestes locais e a presença de moscas.
  5. Tratamento curativo e preventivo: o tratamento dos casos de mastite clínica deve ser realizado rapidamente com antibiótico específico para o rebanho, visando recuperar o quarto mamário doente e diminuir o desconforto do animal (muitas vezes provocado pela dor). Com a recuperação do quarto doente a qualidade do leite melhora, pois diminui a CCS e a produção leiteira volta ao normal. O tratamento preventivo das vacas secas é importante e indispensável, pois previne novas infecções durante o período seco e cura as infecções existentes.
  6. Descarte dos animais com mastite de difícil cura- algumas vacas não respondem ao tratamento após várias tentativas, mesmo usando produtos apropriados para o rebanho. Neste caso é indicado o descarte, pois a presença de apenas uma vaca com mastite crônica pode ser a causa de novas infecções para muitas vacas no rebanho.

Como diminuir a CTB do leite do rebanho?

A principal forma de controlar aos microrganismos que entram no leite durante e após a ordenha e causam alta CTB é através da higiene. Higiene no caso significa o conjunto de medidas utilizadas para impedir que microrganismos (germes) contaminem a superfície dos tetos, as teteiras, os vasilhames de ordenha e, enfim, tudo o que tem contato direto com o leite. Existe na ordenha um conjunto de normas e rotinas a serem seguidas para que não afetem a qualidade do leite. São procedimentos relacionados com o manejo de ordenha, ambiente, limpeza dos tetos, conservação e limpeza dos utensílios de ordenha que interferem tanto na saúde do úbere quanto na qualidade do leite.
Alguns princípios básicos, por sua influência na qualidade do leite, devem ser seguidos como, por exemplo, o local de ordenha. As instalações devem ser adequadas principalmente para que facilitem a ordenha e a higienização dos utensílios. Não há necessidade de sofisticação, devem apenas ser práticas e funcionais para que permitam uma eficiente ordenha em condições de higiene e conservação dos equipamentos. Tanto a sala de ordenha quanto galpões ou estábulos devem ser arejados, com boa claridade, e possuírem pisos que favoreçam uma boa limpeza, evitando o acúmulo de esterco nestes locais e presença de moscas.
Em grande parte dos rebanhos, há necessidade de se lavarem os tetos com água corrente, esfregando-os com as mãos e, em seguida, secá-los bem com toalhas de papel descartável. Ordenhar as vacas com tetos sujos e úmidos, além de ser uma das principais causas de contaminação do leite, provoca o aparecimento de mastite nas vacas em lactação.
A sala de ordenha deve ser mantida limpa e higienizada, para destruir ou impedir o desenvolvimento de germes que vivem nesses locais. Para isto, há necessidade de lavá-la diariamente e o material usado para construção deve ser projetado para facilitar a higienização e o escoamento da água. Normalmente a limpeza e a desinfecção da sala de ordenha devem ser realizadas imediatamente após a ordenha. A limpeza remove a sujeira e restos de leite, enquanto a desinfecção atua destruindo os germes. Para a higienização dos equipamentos de ordenha, devem ser utilizados detergentes apropriados: a) detergente neutro para retirar a gordura; b) detergente ácido para retirar os sais minerais aderidos nos vasilhames; e c) detergente clorado alcalino para retirar partículas de proteínas.

Quando o cliente envia duas amostras do mesmo tanque ou latão e espera receber resultados idênticos?

Resposta 1: Em ensaios microbiológicos e de contagem de células somáticas, se tomarmos uma mesma amostra e realizarmos uma série de medidas desta amostra iremos constatar que os resultados obtidos irão, por si só, apresentar uma variabilidade intrínseca, dificilmente, por melhor que seja a repetibilidade do equipamento, serão encontradas sequências de resultados idênticos, isto deve-se a incertezas de medição que são inerentes da natureza das determinações, sejam elas químicas, físicas ou biológicas. Lançando mão do recurso didático da analogia a contagem de células somáticas ou de bactérias, pode ser comparada a uma pessoa observando o fluxo de veículos em uma via. Caso ela deseje contar o número de carros que passam em um certo intervalo de tempo verá que o número de veículos contados nesse intervalo - por exemplo, número de veículos por minuto - irá no decorrer das observações flutuar um pouco. Mas com certeza ela poderá dizer se o tráfico está intenso, médio ou leve. Figurativamente é isso que ocorre com as medidas de CCS e contagem total de bactérias.
Resposta 2: Abordando a questão de um ponto de vista mais técnico as distribuições de contagem de células somáticas e de total de bactérias seguem uma distribuição lognormal. Após a transformação dos dados - realizada aplicando a função logarítmica - a ocorrência de diferenças próximas ou superiores a um ciclo de log são indícios de diferenças significativas entre resultados.

 

Equipe

Anderson Brighenti Silva Christ - Gerente Administrativo

Carolina Capobiango Romano Quintão- Membro da Gerência da Qualidade

Julieta de Jesus da Silveira – Responsável Técnica e Substituta da Gerência da Qualidade

Marta Fonseca Martins- Coordenadora

Nívea Maria Vicentini- Responsável pela Gerência da Qualidade e Responsável Técnica Substituta.

 


Colaboradores:

Carlos Alberto Leite Mosqueira
Fernanda Pyramides do Couto Gomes
Fernando Franscisco da Silva
Sefora Andrea de Oliveira Ribeiro
Raquel Rubiale
Roseane Houssein da Silveira



 

 

Contato

Informações de Contato

  • Atendimento: Segunda à Sexta-Feira, de 8:00 às 17:00 horas
  • Endereço: Rua Eugênio do Nascimento, 610, Juiz de Fora, MG
  • Tel. Secretaria: (32) 3311-7456
  • Celular e Whatsapp Secretaria: (32) 99816-2630
  • Tel. SAC: (32) 3311-7456
  • Email: cnpgl.lableite@embrapa.br (Solicitação de serviços)
  • Email: cnpgl.sac.lql@embrapa.br (Dúvidas e Orientações)

 

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